Marcos Orlando Pereira dos Santos
Homem de mãos hábeis, criatividade prática e profunda dedicação à família. Marcos Orlando transformou experiência, madeira e trabalho em uma parte fundamental da história que deu origem aos maracás da Lua Branca.
Madeira, trabalho, família e criação.
A trajetória de Marcos Orlando atravessou diferentes fases, mas conservou um elemento presente em todas elas: a capacidade de construir.
Um homem de mãos hábeis
Marcos Orlando Pereira dos Santos nasceu em 2 de março de 1968, em Votorantim, São Paulo .
Desde cedo, aprendeu o valor do trabalho manual e desenvolveu habilidade em atividades que exigiam força, precisão, sensibilidade e criatividade.
Durante sua trajetória, dedicou-se à construção de casas e a diferentes projetos realizados com as próprias mãos.
Uma vida construída em Sorocaba
Marcos mudou-se para Sorocaba, São Paulo, onde construiu grande parte de sua vida.
Sua dedicação esteve fortemente ligada à família e ao desejo de construir condições melhores para aqueles que estavam ao seu redor.
Trabalho, responsabilidade e criatividade prática tornaram-se características marcantes em sua trajetória.
Uma nova fase próxima à natureza
Quando sua filha Gabriela tinha aproximadamente 17 anos, Marcos mudou-se para Araçoiaba da Serra, São Paulo .
Passou a viver em uma chácara cercada pela natureza, em uma rotina simples e próxima da mata.
Esse lugar acabaria se tornando, anos depois, o cenário onde surgiriam os primeiros passos da produção familiar de maracás.
Da necessidade nasceu uma nova forma de criar.
Durante a reforma da própria casa, Marcos começou a aprofundar seu contato com a madeira. O que inicialmente surgiu como uma necessidade prática despertou nele um novo campo para sua criatividade.
Passou a desenvolver móveis planejados e outras peças, reunindo funcionalidade e cuidado estético.
O resultado chamou a atenção de vizinhos e amigos. Aos poucos, aquilo que começou dentro de casa transformou-se em encomendas e novos projetos.
O início de uma nova construção
Em 2023, Marcos uniu sua experiência à iniciativa de sua filha, Gabriela Vagula.
Gabriela, que naquele período conduzia a Muladhara Store, passou a desenvolver a ideia de produzir maracás artesanalmente.
Dessa união entre a visão da filha e a experiência manual do pai, surgiu um novo capítulo para a família.
Vagula's Madeira Torneada
O projeto passou a representar a união entre pai e filha através do trabalho artesanal com madeira. A produção evoluiu até chegar à fabricação dos instrumentos que posteriormente fariam parte da identidade da Lua Branca.
O cabo anatômico
Marcos teve participação no desenvolvimento do cabo anatômico utilizado nos maracás. Esse formato tornou-se uma característica importante da construção dos instrumentos e permanece ligado à história artesanal da marca.
Das primeiras peças a outros lugares
Com o desenvolvimento dos maracás, as criações da família passaram a alcançar diferentes estados do Brasil.
Posteriormente, os instrumentos também chegaram a clientes em outros países, incluindo destinos na Europa e na Arábia Saudita.
Aquilo que havia começado em um espaço familiar passava a percorrer distâncias muito maiores.
Um novo significado para a caminhada.
Com o passar do tempo, Marcos também passou a aprofundar sua relação com a espiritualidade.
Devoto de Nossa Senhora Aparecida e admirador da trajetória do Mestre Irineu, encontrou no Santo Daime um novo campo de reflexão e conexão interior.
No final de 2023, participou no Instituto Re.Programa de uma cerimônia na qual teve seu primeiro contato com a ayahuasca, experiência que passou a integrar sua trajetória espiritual.
Um legado que permanece na história da Lua Branca.
Meses depois dessa fase, Marcos faleceu, deixando uma contribuição que permanece ligada às origens do projeto. Seu conhecimento artesanal, seu trabalho, sua relação com a madeira e principalmente a construção realizada ao lado de sua filha tornaram-se parte permanente da história da Lua Branca.


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